(Foto: Janete Lacerda)
"Escrever me toma de assalto, a qualquer hora do dia em verso, em prosa, é tinta de caneta que corre nas minhas veias e eu não posso resistir" Por Janete Lacerda
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Amélia
Meu
amor acorda às seis,
Faz
café,
Faz
almoço,
Sai
para trabalhar.
Meu
amor cuida da roupa,
Das
cuecas,
Põe
para secar.
Meu
amor não reclama,
Não
xinga,
E com
sua gentileza,
Põe a
mesa do jantar.
Meu
amor pensa em mim
O dia
inteiro
E
quando anoitece
Acaricia
minha cabeça,
Dá-me
o peito
E eu
prometo
Não acordar de novo às
quatro.(Pintura de Mary Cassatt - Maternidade 1890)
Sensatez
Quero ficar nos teus olhos fechados,
Na carícia,
No abraço imaginário que te dei,
Quero ficar na reclamação do outro dia
Da minha falta de bom dia,
Da minha impossibilidade...
Quero ficar nessa distância mínima,
Nesse risco ameno
Para o teu delicado coração.
Quero poder dizer não!
Quero ficar pela metade,
Aos pedaços,
Aos prantos,
Se assim te deixar intacta,
Imune
A minha fugacidade.
Na carícia,
No abraço imaginário que te dei,
Quero ficar na reclamação do outro dia
Da minha falta de bom dia,
Da minha impossibilidade...
Quero ficar nessa distância mínima,
Nesse risco ameno
Para o teu delicado coração.
Quero poder dizer não!
Quero ficar pela metade,
Aos pedaços,
Aos prantos,
Se assim te deixar intacta,
Imune
A minha fugacidade.
domingo, 28 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Na Mira
Um abraço curto
Não chega ser raso,
Nem um pedaço,
Nem sufocante,
Nem suficiente...
Um abraço curto
Beira a maldade,
Um abraço que, pela metade,
Não é não, nem sim,
Uma ilusão carregada
Prestes a atirar.
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Disritmia
Não é uma simples disritmia,
Uma batida descompassada
Que atravessa o gráfico das sístoles e diástoles indiscretamente.
Não é caso de marca-passo,
Dietas magras
E caminhadas pela manhã.
Meu coração tem vida própria:
Ou ama, ou morre!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Plastificação
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Rio de Janeiro
Amo-te, meu Rio de Janeiro,
Com um amor apaixonado,
Inesperado,
Como nunca pude cogitar...
Amo-te por essas serras suicidas,
Amontoados seios verdejantes,
Precipitando-se em mar.
Amo-te, com este amor primeiro,
Desesperado,
Feito passo de Flamengo
Aterrado no meu peito,
Feito passo de Flamengo
Aterrado no meu peito,
Só porque te esbarraras
Na barra das minhas ancas,
Das minhas Urcas,
Florestas da Tijuca,
Onde deixo de ser homem
E viro pássaro,
E voo alto,
Numa alfa delta sensação de estar completa.
Amo-te e de tanto amá-lo
O meu coração incandescente,
Em Fogo bota-se,
Brotando em mim este
Botânico Jardim de Aláh.
Amo-te e sinto
Quere-te em casamento,
Acordar pelo resto dos meus dias
Freitas Lagoa nos teus barcos,
Ser tua Marina, a tua Gloria,
Tua Vila Isabel.
Amo-te tanto
Que esse amor tamanho
Às vezes Farme Amoedo,
E por isso perco o Leme,
Me falta o Ar-poador,
Por essa dor,
De ter que te deixar.
sábado, 26 de outubro de 2013
Macapá out/2013
A cidade está em cinzas,
Sobe uma fumaça amarela,
Uma fumaça azul,
Sobe uma vermelha,
Sobem cores variadas...
Mas a cidade não está em festa.
O que há é dor
E uma cínica situação de emergência
Para engordar ainda mais a cor
Seja qual for ela.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Depois...
Depois da paixão,
Sossego.
A paz de um abraço,
O acalanto do fim do dia,
Uma briga aqui e acolá
Para não esquecer
Quem nem tudo é certo,
Para sempre,
E que até as plantas
Carecem de zelo.
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